Padrões importados

Mimetização de padrão de consumo

kko

Começamos com espelhos e bugingangas portuguesas. Bom era o que vinha de fora, independente de sua utilidade.
Da inglaterra importamos carteiras antes de adotarmos o papel-moeda.
Da princesa que tinha piolhos – e teve que raspar a cabeça – herdamos o hábito de colocar panos na cabeça – alô Bahia!
Na rua do Ouvidor, outrora beco do luxo, comprávamos tudo da moda francesa, e passavamos mal para usá-la em ambiente tão distinto.
Hoje ainda usamos terno e gravata, a despeito do calor insuportável, convenção copiada dos centros frios do poder, sem adaptação.

A mente colonizada enche o corpo de roupas e a vida de hábitos inadequados.
Ocorre à sociedade algo análogo ao que ocorre ao corpo: padecemos na ausência de valores que nos sejam próprios.
É o legado colonial, que ainda nos trará muitas tormentas esse século.

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