Prisioneiro torturado

Alegoria do prisioneiro torturado

Há um homem preso sendo torturado. Diante disso o comunista diz: “deixa ele apanhar, que talvez assim um dia se revolte contra as algemas”. Chega o liberal e grita: “bate mais forte, se ele se resignar e trabalhar melhor não voltará a apanhar”. O social democrata vem em seguida: “vamos tentar parar com as chibatadas, mas vamos manter as algemas porque se não será o caos”. Passa algum tempo, a tortura diminui e depois volta com toda a intensidade. E aí chega o pós moderno: “galera, os grilhões sempre existiram, vamos deixar eles aí. Mas podemos lutar contra a tortura… será que se fizermos carinho ele não melhora?”.

Mas eis que uma luz surge no céu. Enquanto todos olham para cima o BW, que ouvira a tudo, se desenterra da lama e exclama: “lutemos contra a tortura de imediato, mostrando para o negro que açoita que ele também é escravo. Somos todos escravos que almejamos ser donos de escravos: esses são os verdadeiros grilhões. Grilhões que foram inventados pelos que não gastam energia para açoitar, pelos que não produzem a riqueza que consomem. Libertar-se é parar de produzir riqueza para os privilegiados, é produzi-la para os necessitados.” E dizendo isso BW pôs-se a cavar um túnel, a fim de descer e fazer uma sauna gay com o diabo, seu grande amigo, que lhe dera a maçã da sabedoria (aquela que fez BW se dar conta que era na verdade o criador de sua divina criatura, e que o capital não era imortal como as pessoas achavam). Mas essa já é outra história…

14/08/2012

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