Portela no Samba do DCE

Breve relato dos bastidores da ida da velha guarda da Portela ao Samba do DCE no dia 30/09/2010.

O SAMBA NÃO PODE ACABAR

No dia 13/09, às 17:30, estava marcado um show de “Monarco da Portela” no Teatro de Arena, como parte de uma homenagem a Prestes, organizado pelo CFCH. Se era para ser apenas uma palhinha ou se o problema foi a reclamação de um professor da FACC, isso não vem ao caso, o fato é que o show durou cerca de 20 minutos.

“Eu demorei mais para me vestir do que para tocar”, desabafou Dinho, que se apresenta junto à Velha Guarda da Portela.

Uma semana depois o mesmo grupo de sambistas se apresentou no Hall da reitoria, como parte do mesmo projeto do CFCH. Após o show procurei o Monarco que, sempre muito humilde, ouviu com atenção o que eu tinha para lhe dizer. Eu entreguei-lhe alguns versos que havia escrito em sua homenagem, e junto com os versos convidei-o para tocar na Praia Vermelha “agora a convite dos estudantes, e eu garanto que dessa vez ninguém vai mandar parar”.

“Monarco, lhe peço por caridade
Por favor a tenha a bondade
De ouvir um estudante
Que vê em ti um professor
Tratando a Portela e o Samba
Com tanto empenho e amor

Foi rápida sua passagem pelo Arena
Com certeza é uma pena
Pois ouvir-te é uma honra
Teus versos que tanta gente seduz
É patrimônio de nossa cultura
Legado de Oswaldo Cruz

Se depois nascer e florescer
Nosso destino é morrer
Como disse Manacéa
O samba precisa sobreviver
E se isso não acontecer
Não nos cabe ser platéia”

Para minha surpresa, além de ler os versos e elogiá-los, ele aceitou prontamente o meu convite. O resultado quem esteve no Samba do DCE do dia 30/09 testemunhou:

Além do Monarco, no vocal, tocaram no Samba o Ségio Procópio, no cavaquinho, o Marcos, no pandeiro e na voz, o Timbira, no surdo, o Guaracy, no violão de sete cordas, e o Dinho, no repique.

O Samba Não Pode Acabar
Composição: Mauro Diniz e Monarco

Não podemos esquecer
Os nossos professores
Que tanto fizeram por você
Samba, você bate com os nossos corações
Sendo lá no morro ou na nobreza dos salões
Vejo a fidalguia se curvando pra você
Samba, você não pode morrer

Não morreu, nem morrerá
É a nossa cultura popular
Noel em seu feitio de oração
Já dizia que o samba
Tem que vir do coração
Venham todos pro terreiro
Tragam surdos e pandeiros
Reunião de partideiros
Vai até o sol raiar
Este samba verdadeiro
Que brilhou no estrangeiro
De janeiro à janeiro
O samba não pode acabar

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